Sobre você crescer…

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 by Stella

Como não escrever sobre você hoje?
E como encontrar palavras em meu vocabulário que possam definir bem quão importante é a sua presença em minha vida?
Queria poder verbalizar tudo o que meu coração grita agora. Todos os meus sentires. Todos os meus infinitos, intensos, exagerados, suspirosos ou exclamativos viveres.
Então vem. Vem, que eu te deixo escolher a cor dos seus sonhos. Vem, que eu te deixo escolher a próxima canção. Vem, que eu te deixo livre pra ser quem você quiser e pra fazer da sua vida a trilha sonora do seu próprio filme.
Sim, porque é todo seu o direito à contradição. Por vezes menina de riso fácil e coração aberto, por vezes mulher. Mulher de muitas fases. Que se permite ser inconstante e faz disso seu charme. Em todos os seus dias nenhum momento é previsível. Você sempre esteve e estará pelo avesso, e essa sua versão é inegável. Tem um lado frágil, delicado, inseguro e carente. Mas é cheia de exigências. E só faz questão do que e de quem ama. Não segue a moda e a moda não te segue. Tem seu estilo próprio. Só usa roupa preta, mas tem a alma com mais cores que o arco-íris. Gosta de música velha, e de gente mais velha que tem muito que contar. Mas não tentem te contar o último capítulo da novela, nem perguntem sua opinião sobre Reality Shows. Pra você, isso é coisa vazia demais que nunca faz bem ao coração.
Você que se emociona todo dia. Que chora e ri sem saber o motivo. Que chora e ri ao mesmo tempo, mas que ri de quase tudo. Que faz brincadeira idiota, que parece meio doida, mas no fundo sabe muito bem o que quer. Você que lê e escreve escutando música alta. Que escreve capítulos imensos de histórias inventadas, mas tem dificuldade de escrever uma mensagem de feliz aniversário. Que adora o cheiro de livros novos. Que tem gastura de gente que conversa cutucando. Que pinta a unha antes de ir dormir e acorda com ela toda amassada e nunca aprende a lição. Você que muda de humor mil vezes durante o dia. Às vezes muito sentimental e outras vezes fria e calculista. Que tem um monte de caras, um monte de risadas, da mais escandalosa até aquela do tipo “nem teve graça”. Você que tem sua própria personalidade e não é influenciável pelos outros. Que sente saudade, raiva, alegria, tristeza, na maioria das vezes, tudo ao mesmo tempo.
Que gosta de gente meio louca. De cabelo colorido. Que acha demais gente que tem estilo, seja ele qual for.
Você que toca guitarra e leva a vida cantando. Mas morre de vergonha de mostrar seu talento. Que tem poucos amigos, mas que os ama como se fossem de outras vidas. E devem ser.
Você que se mete e me mete em um monte de projetos. Que lidera e é sempre a primeira a levantar a mão.
Você que detesta que te rotulem. Ou que te definam com uma ou duas palavras sem te conhecerem bem. Que não entende quando fazem pré-julgamentos sobre você, tomando por base o que parece ser. Porque você não é mais uma. Só vão te entender quando te conhecerem. Conhecerem sua essência e te admirarem justamente pelas constantes incoerências.
Você que apesar de ser a pessoa mais indecisa do mundo, tem sua vida toda na cabeça. Pode ser que aconteça tudo diferente, mas nunca vai desistir de sonhar. E continua traçando todo seu caminho, infinitas vezes. Não importa. Você sabe onde quer chegar.
E pra você, meu amor, eu sempre vou estar aqui. Sabendo das suas fraquezas, medos, crises. Conhecendo seu sono e seu sonho e lutando pela sua felicidade tanto ou mais que você mesma. Sabendo das suas manias mais bobas. Mas sabendo ainda que, apesar de tudo isso, amor dentro de você tem, e tem de sobra!
Sei que o tempo passa e leva consigo tantas coisas… Mas que ele te deixe sempre o brilho no olhar. Que não te roube a palavra, que não te roube a inspiração…
E se crescer, muitas vezes é abafar o riso em público, é deixar de falar o que pensa por não ser o momento adequado, é deixar de brigar pelo último pedaço, então não cresça. Não desse jeito. Gente grande é muito limitada. Sobreviva de bobagens. Deixe apenas suas ideias ficarem mais altas, sua aquarela mais colorida e seus dedos ainda mais lambuzados de sonhos. Viva com mais emoção, mais vida, mais sentimento, mais verdade, mais amor, mais saudade, mais reticências, mais sorrisos sinceros, mais amigos cúmplices, mais olhos nos olhos, mais poesia, mais corações batendo juntos, mais sintonia de almas, mais abraços apertados e dias bem vividos! Viva observando o mundo com olhos de criança e acreditando que cada mínimo detalhe é dádiva. E acredite que estar perto é menos físico que a gente pensa.
Queira o amanhã. Mas sem a essa pressa desmedida do mundo.
Vida não é segundo, é instante eternizado.

Te amo, infinitas vezes maior que o sol!

Mamãe.

Stella Verçosa

“Se a gente faz o que manda o coração, lá na frente tudo se explica.” [F.M]

ChristineVerçosa

Transição

domingo, 6 de dezembro de 2015 by Stella

Assim, de susto, decidimos mudar. Mudar tudo!
Mudar de casa… Mudar de cidade…
É quase como mudar de vida. E mudamos porque a vida mudou. Ou porque queremos que ela mude.
Sonhar já não tem nos bastado.
Mas não se escolhe rotas novas sem deixar caminhos antigos pra trás. Não é possível encher nossas malas de novos sonhos, sem deixar nossa alma livre.
Não sei muito o que esperar, nem me importo.
Estou indo.
Ando muito plateia de mim mesma.
Quero mais é me assistir feliz ao final do dia.
E daí que, de repente, nossas convicções começam parecer endurecidas demais?
E daí a gente sentir uma vontade imensa de rever nossas ideias, de olhar por outro ângulo, de nos dar outra chance, de ignorar os julgamentos e de ser feliz?
Porque sim, eu sei ser feliz. E se as vezes tenho um furacão incontrolável dentro de mim, repito pra mim mesma que nunca nada é para sempre!
Tudo muda, e é como se finalmente todas as coisas fizessem sentido, como se todos os caminhos tivessem tido um porquê. Todos. Toda a história.
E se as coisas demoram, é porque tudo tem seu tempo certo de acontecer.
A gente se prepara pra isso sem saber.
E de repente o maior risco que corremos é o de ser feliz.

Stella Verçosa

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” (Fernando Teixeira de Andrade)

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Sobre olhar…

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 by Stella

Não é só uma fase eu sei. Isso nunca vai passar.
E sigo consciente de todas as incoerências do meu DNA.
Tenho tido pouquíssimas certezas.
E todos os dias eu coloco em risco muitos dos meus planos.
De vez em quando saio de mim.
Tenho sempre uma porção deslocada, um pensar equivocado.
É que não cabe em mim esses olhares cotidianos.
Quero ser percebida.
Quero olhares que me tirem o jeito e me tirem do prumo.
Quero aquele olhar decidido. Aquele que desfoca tudo ao redor.
Porque é que temos sempre que esquecer que essa é a melhor parte?
Eu queria que aprendesse a reter tudo dentro de si e não esquecesse nenhum detalhe.
É que essas coisas do sentir exigem da gente pequenas coragens.
Porque nada que é feito para durar cresce em atalhos.

“As mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar.” (Malu Schneider)

Stella Verçosa

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Antagonismo

sexta-feira, 11 de julho de 2014 by Stella

Tenho tido dias incompletos e confusos. Uma vontade louca de pertencer e ao mesmo tempo um louco e inquietante desejo de não ser mais. É aquela mania de sentir além. E nenhum desses sentimentos é pequeno, nenhum deles é pouco, nenhum deles é meio. E não faço a menor ideia de como sentir diferente. Sou sim, repleta de imperfeições e desordens emocionais. A eterna incoerência em ser a heroína de uma batalha épica e ao mesmo tempo a protagonista de um sonho bom. É, também sou feita de antagonismos. E no fundo, sou mesmo uma grande mentira. E ninguém nunca notou.

“Ver só com os olhos, é fácil e vão. Por dentro das coisas, é que as coisas são.” Carlos Queiroz Ribeiro

Stella Verçosa

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Check list do meu pós vida

quarta-feira, 4 de junho de 2014 by Stella

Eu não gosto de velórios, acredito que a maioria também não goste, e sei que para algumas pessoas é indiferente. Mas eu não gosto mesmo. Mas eu vou. Vou para dar um até breve aos queridos que se vão e também para confortar os queridos que ficam. Com o passar dos anos a nossa ida a velórios aumenta, isso é inevitável, como também é inevitável que um dia todos iremos morrer. Sai pra lá que ainda quero viver muito. Minha lista de realizações ainda está bastante incompleta.
Só que eu sou uma pessoa que não gosta de dar trabalho, então quando eu me for ninguém precisará ficar pensando qual será o próximo passo.
Está aí o check list do meu pós vida:

1. O que fazer com meu corpo?
a. Doem todos os meus órgãos, aproveitem todos que ainda não tiverem sido vendidos para pagar a pipoca do cinema. Mas não digam que sou doadora até terem certeza que não tem mais jeito mesmo, afinal nunca se sabe se o mercado negro de órgãos é mesmo verdade.
b. Caso eu ainda esteja com os cabelos compridos, cortem tudinho e doem para uma ONG que faz perucas para crianças com câncer.
c. Não coloquem algodão no meu nariz, se for fundamental tapar o buraco, encha de silicone, cola quente, superbonder, sei lá.
d. Quero ser cremada. Por isso, comprem o caixão mais barato que estiver a venda, o mais clean, e se tiverem na opção branca vai dar um ar mais leve ao ambiente. Não gastem dinheiro com um caixão 5 estrelas, entalhado à mão, com suíte master, WiFi e TV à cabo, pois na hora de cremarem eles trocam por um caixote do Ceasa e ainda revendem o caixão caro para outro desavisado.

2. Meu look
a. Um pretinho básico vai bem em qualquer ocasião, não vai querer agora me colocar uma roupa estampada ou florida.
b. Caso eu fique muito feia sem cabelo, coloquem um lenço, um chapéu, uma boina ou um turbante, nada de gorros de lã.
c. Sou muito branca (cutis européia claro), então não deixem me maquiarem como se tivesse feito um bronzeamento artificial e nem pintarem minhas bochechas como se tivesse levado duas chineladas na cara. Pessoas mortas ficam pálidas, eu vou com certeza parecer o Gasparzinho. O delineador é o único item obrigatório nesse make.

3. Horário
a. Ninguém merece passar a noite em velório, então peçam para que comece de manhã, eu não vou fugir de lá.

4. Decoração do ambiente
a. Nada de imagens de santos, crucifixos e qualquer adereço religioso. No lugar disso tudo, coloquem um mural com fotos minhas com minha família e amigos e uns post its para quem quiser escrever uma última mensagem.
b. Coloquem uma cesta com livros. Algumas pessoas preferem ficar “sozinhas” nesse momento. E o melhor companheiro é um bom livro.
c. Nada de velas. Cheiro de vela queimando é desconfortável ao extremo.
d. As flores sempre ficam lindas em decorações, então coloquem vasos lindos com flores simples. As coroas só servem para gastar dinheiro, ocupar espaço e as pessoas tropeçarem em seus suportes.

5. Coffee Break
a. Sabe o dinheiro economizado no caixão? Usem para preparar uma mesa bem farta, cheia de coisas gostosas. Algumas pessoas ficarão muitas horas ali, não as deixem tomar café frio e comer bolacha de água e sal ou biscoito de polvilho. Tenho muitos amigos que trabalham com eventos e poderão contactar uma empresa para fornecer esse serviço. Não esqueçam os chocolates. Chocolate sempre ajuda a amenizar a dor.
b. Pensei em colocar aqui para servirem cerveja se for calor e vinho quente se estivermos no inverno, afinal tenho muitos primos e amigos cachaceiros. Mas refleti muito sobre isso e decidi deixar só os sucos, cafés e chás mesmo. Não quero meu nome vinculado a um episódio do tipo “Lembra no velório da Stella que fulano bebeu, tropeçou e derrubou o caixão de ponta cabeça?”

6. Música
a. Nada de silêncio mórbido. Tenho uma playlist enorme em meu iTunes que pode ser tocada como música ambiente. Caso alguém queira fazer uma roda e tocar violão não tem problema, adoro. Mas só Pop, Rock e MPB ok?

7. Convidados
a. As redes sociais estão aí para facilitar o dia a dia. A maioria das pessoas que conheço está na rede, e quem não estiver conectado acaba sendo avisado por alguém.
b. Cada pessoa expressa a perda à sua maneira, não julguem se alguém não derramar uma lágrima ou chorar demais. Ninguém sabe o que se passa dentro de cada um.
c. Abracem muito minha família, eles precisarão do seu apoio.
d. Não coloquem a palavra “Luto” em seus perfis, se quiserem me homenagear coloque uma foto que tiramos juntos.

8. Discurso
a. Para evitar constrangimentos desnecessários aos convidados de crenças diversas, nada de padres, pastores ou qualquer outro religioso recitando palavras de livrinhos, repetidas e decoradas e dando indiretas religiosas aos presentes.
b. Gosto de discursos bonitos e exclusivos. Aqueles que dizem realmente sobre a pessoa. Aqueles que descrevem até as entrelinhas, aqueles que não deixam passar despercebidos os detalhes. Mas se ninguém estiver preparado pra isso, podem usar um dos textos do meu blog, ou dizer apenas um até breve com o coração e com as suas palavras.
c. Caso achem necessária uma oração, rezem apenas um Pai Nosso.

9. Cinzas
a. Não deixem minhas cinzas guardadas em uma urna, é estranho. Joguem um pouquinho aqui, um pouquinho lá, mas escolham paisagens bonitas, não se atrevam a jogar no Rio Tietê, já respirei muita poluição em vida terrestre. Escolham uma cachoeira em MG, uma praia em Ubatuba ou um jardim florido.

10. Celebrações
a. Nada de missa de sétimo dia.
b. Caso queiram fazer alguma última homenagem, façam um vídeo, reúnam os amigos e celebrem a vida. Ela continuará pra quem fica e se tornará uma nova para mim.

“A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas”.(Leo Buscaglia)

Stella Verçosa

Quando eu morrer

Daquela nossa infância

sexta-feira, 11 de outubro de 2013 by Stella

E se tem uma coisa que já nasce bonita é a infância.
Ainda custo a entender a eternidade dela em minha vida.
É que diante das recordações, lembro sempre quem eu sou.
Não daquilo que se pode ver ou ouvir, mas daquele mistério escondido, perdido no meio de um faz de conta real.
Foi na rua que ela aconteceu…
Entre guerras de mamonas e bola queimada.
Entre construções inacabadas e rede de vôlei improvisada.
Entre brincadeiras de super-heróis, princesas e fazendeiras.
Entre coreografias inventadas e poesias decoradas para o dia das mães.
Entre brigas, desculpas, um tô de mal e um tô de bem.
Entre sonhos, amarelinha, parlendas e ventos de beijos.
Essas lembranças ainda passeiam por mim…
Lembro do baú mágico da minha mãe.
Dali saíam bonecas de pano, fantasias de carnaval e as memórias de um outro passado, de uma outra infância.
Lembro das camisolas longas de seda, que vestíamos escondidas achando que éramos princesas de conto de fadas.
Escalado sem medo, o alto guarda roupa escondia em caixas, verdadeiros sapatinhos de cristal.
E era assim, desse jeitinho que a gente sairia para passear quando crescesse.
Ainda sinto o cheiro dos almoços de domingo e do cafezinho da minha avó coado no meio da tarde.
Os adultos misturados na cozinha, falando da vida, entre receitas e prosas, moldando massas e criando uma verdadeira alquimia de sabores.
A mesa grande pronta para o jogo de baralho era o melhor passaporte para nossas travessuras.
Era nosso momento de total liberdade.
Liberdade de ser apenas aquela menina descalça que queria entender o mundo.
É, aquela menina não sabia o que era saudade.
Ela não imaginava, que tudo que ela precisava saber, ela aprenderia ali, naqueles curtos e infinitos anos.
Na simplicidade do coração e na pureza da sua alma.
As ruas da minha infância ainda caminham dentro de mim.
E por elas passeiam sem medo a criança que fui.
E essas memórias, ainda são o lenitivo que me alimentam ao longo da vida.
E só quem estava lá, consegue, mesmo que de longe, sentir os mesmos sabores daquela felicidade.
Porque pra gente, dia das crianças, era mesmo todo dia.

Dedico esse texto à todas que fizeram parte da minha infância: minhas primas e principalmente minha irmã. A gente cresce, e a vida nos leva por outras trilhas. Aquela ingenuidade já não existe e a gente já nem se conhece mais tão profundamente. Mas as recordações daquela época, eternizam o tempo, e fotografa dentro de nós os melhores momentos de um tempo feliz.

“Acho que a única razão de sermos tão apegados a memórias, é que elas não mudam, mesmo que as pessoas tenham mudado.”

Stella Verçosa

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Do que nunca será óbvio

terça-feira, 24 de setembro de 2013 by Stella

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” (Clarice Lispector)

O óbvio não me atrai.
Não sei escrever sobre ele.
O sentido denotativo vai na contramão do meu ser.
É que há um tanto de dor, e tristeza, e (in)conformismo partilhado e compartilhado.
E há um tanto de fatos, relatos e boatos, que amanhã já nem são mais.
Viram história, viram arquivo, viram a página e perdem o significado.
Não sei definir a vida dessa maneira.
Não sei me desvelar nessas limitações práticas.
Não aceito ser somente um significado ao pé da letra ou na página de um dicionário.
É que há em mim um tanto de versos, e de poesia, e de prosa, e de sentimentos (in)versos e avessos.
E preciso me (re)inventar a todo instante.
É que eu gosto de me sentir em cada palavra.
E gosto de escrever sobre o paradoxo, o imperfeito e o incompleto.
Porque há um tanto de sentimentos, e medos, e angústias, e contradições, que amanhã serão ainda mais.
Eles viram histórias, mas não viram arquivos.
Eles viram a página, mas sempre há novos significados, e novas dúvidas, e novas buscas, e novas conexões.
E a despeito do que é normal e aceitável, é que minhas palavras são sempre assimétricas.
Elas quebram as regras. Elas mudam o foco, o ponto de vista.
E a despeito da nossa história, a gente nunca sabe o final.
Mas ela é sempre passível de ser transformada em poesia.

Stella Verçosa

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A Culpa é das Estrelas

sexta-feira, 15 de março de 2013 by Stella

“Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são as que REPARAM nas coisas”.

E depois desse livro, ando assim, não deixo passar os detalhes, as metáforas e nem mesmo os mais sutis dos gestos. Nem sei entender direito, mas nunca mais sou a mesma depois de um livro. É como se um pedacinho de cada história se fundisse com a minha, e sendo assim, no final, sempre sou eu e mais uma: uma personagem enigmática, uma frase perfeita, uma forma diferente de pensar.
Mas a beleza desse livro é dessas que envolve, porque é de uma honestidade atordoante, mas leve e segura de falar da vida, da morte e do amor.
É impressionante como algumas coisas foram feitas para nos questionar, nos desalinhar. E ando mesmo assim, revendo minha vida. Ando assim, com tempo de sobra pra me questionar. E descobri que sou feita disso, dessas coisas que me tiram do rumo e me comovem. Sou o efeito colateral do que faço com meu tempo, de como vejo o mundo, de como eu sinto a vida, de como eu sonho e amo.
E a despeito do tempo que sobra, é só porque ele parece não passar quando esperamos algo novo para nós. É que ele deveria ter o mesmo ritmo dos nossos sonhos e da nossa ansiedade. Passar como um cometa quando esperamos boas notícias e andar em câmera lenta quando nos perdemos em um abraço. Poucos minutos para esperar a resposta de um cliente, minutos a mais para apreciar o pôr do sol, um dia inteiro para ouvir histórias dos nossos pais, horas intermináveis ao lado dos nossos filhos, uma vida inteira com um amor verdadeiro.
Que haja uma infinidade de tempo, por menor ou maior que ele possa parecer, pra que eu aprecie a vida por inteiro. Porque no intervalo entre uma coisa boa e outra nem tanto, é que eu faço minha vida valer.

O livro é lindo e o escritor é ótimo, mas não é disso que estou falando… Não é pra se contar, é pra sentir… Sente vai…

“Parecia que tinha sido, tipo, há uma eternidade, como se tivéssemos vivido uma breve, mas infinita, eternidade. Alguns infinitos são maiores que outros.”

Stella Verçosa


Foto de http://melinasouza.com

Meu mundo e nada mais

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 by Stella

Cultivo um mundo secreto.
E passo um longo tempo nesse caminho. É lá que encontro o eterno. É lá, um espaço de tempo, onde minha única certeza é de que nada será igual ao que era antes.
Improvável não, apenas imprevisível.
Um lugar para os poucos que acreditam em poesia. Que vêem muito mais com o coração.
Onde as cores são infinitamente mais brilhantes, os cheiros intensamente mais inebriantes e os sabores perdidamente mais gostosos.
Onde nunca nada permanece no mesmo lugar por muito tempo. A não ser o tempo que o meu coração permite.
Onde as estrelas são os pedacinhos de vida que passaram em nossa vida e agora sorriem docemente para nossa alma.
Onde eu posso ser uma, duas, quem eu quiser, quem meu humor inventar para aquele momento.
Onde eu posso sentir a flor da pele.
Onde o céu nunca perde seus azuis, e onde sempre bons sonhos me esperam.
Onde a grande riqueza que se pode encontrar são os pequenos detalhes.
Onde a única bagagem que se leva, são de bens duráveis e intangíveis: nossos afetos e todo o amor que trazem em seu coração.
Onde a única urgência é a de amar.
Onde o agora, pode durar infinitamente.
É nesse lugar que posso tudo.
E esse lugar sou eu. “Quero ser o lugar onde Deus gosta de estar…”

“O meu mundo perfeito não é menos real do que o seu, Don Octávio.”. (Do filme, Don Juan DeMarco)

Stella Verçosa

Tua ausência

quarta-feira, 20 de julho de 2011 by Stella

É apenas o acúmulo de muitas coisas. Hoje é o meu dia, o dia de chorar, simplesmente chorar e mandar embora tudo que me deixa mal, mesmo que eu não saiba ao certo o que é. Não posso dizer se é tristeza, pois não me sinto uma pessoa triste. É uma falta, eu acho. Falta um pedaço de mim quando estou sem você. Senti muito sua falta ontem, e saber que você não estaria aqui quando eu chegasse mexeu muito comigo. Desviou o rítmo que estava tentando colocar nos meus dias. E muitas coisas bobas que amanhã já não terão a menor importância. A tristeza aparece de vez em quando, é inevitável… ás vezes dura mais. Ás vezes menos. Mas…continuo minha vida. Na maior pose de mulher forte e que não está nem aí! E vou confessar que esse é um dos meus maiores defeitos, me fazer forte demais, eu sei. Como vão saber como me sinto se quero parecer sempre bem? De você é impossível esconder. Mas grande parte de mim reluta em baixar a cabeça, em pedir, em assumir. Não gosto de parecer fraca… Mas na verdade o que mais queria agora era um colinho. Estar com você agora, mesmo que fosse pra chorar com você, ou pra te dizer que você se tornou o motivo de meus dias, o prazer do meu sorriso, o sonho das minhas noites. Eu gostaria de entender porque cada vez que conversamos o mundo inteiro parece sem importância. Quando ouço tua voz do outro lado tudo parece pequeno e incapaz de me fazer menos feliz. O simples fato da tua atenção me enche de paz. Gosto de quando me pede pra falar, gosto de ouvir tuas risadas, tuas opiniões e tuas histórias. Gosto quando nossas risadas ecoam juntas e depois você escreve sério da saudade que sente de mim. Você não está do meu lado. Mas em todas as horas de alguma forma você vai sempre estar no meu coração. E isso é mais importante que tudo! Nada e ninguém será capaz de invadir nossos sentimentos e roubar esses momentos que criamos para nós.

“Se for por um breve momento ou por toda minha vida, obrigada por me fazer quem sou, por que sou feita de você!”

Stella Verçosa

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Para minha Chris: Infinitas vezes maior que o sol!

terça-feira, 31 de maio de 2011 by Stella

Você foi feita pra mim, especialmente pra mim eu sei.
Pois eu sinto seu cheirinho em uma manhã cinzenta simplesmente por ter pensado em você.
E você tem um cheirinho doce de infância e travessuras, a coisa mais gostosa do mundo.
E você não desgruda de mim um segundo quando estamos só nós duas.
Meu porto seguro. Perto de você não tenho medo, nem sinto insegurança.
Ao seu lado me sinto a pessoa mais forte do mundo.
Você que é linda e tem um sorriso perfeito.
Linda quando me olha com carinho, linda quando me olha com admiração e sim, linda até quando fica brava.
Sinto o calor da sua alma em cada sorriso de felicidade que você esboça.
E quando você dança, eu esqueço o mundo, as palavras, as horas, as pessoas.
São sensações perfeitas, especiais, tão singulares, que acho impossível conceituar.
Sua serenidade, e ao mesmo tempo sua inquietação, sua ânsia por descobrir o mundo.
O seu carinho pelo todo e, sobretudo, quanto amor existe dentro de você e você oferece a todos, é tão bom te saber assim.
Desejo que seus dias sejam sempre iluminados. E que o mais triste silêncio seja quebrado com o som da sua risada.
Desejo que você tenha sempre lindas manhãs de sol. Mas se de repente a chuva molhar os seus cachos, juntas desenharemos um sol com giz colorido na calçada.
Desejo que todos nossos abraços sejam tão intensos e emocionados como no dias das mães.
Hoje meus dias se dividem em certezas, dúvidas, alegrias, preocupações, emoções, mas uma coisa que não se divide e nunca se dividirá será o meu amor, o meu carinho, o meu orgulho por ti.
Com você meus dias se tornaram a melhor coisa do mundo!
Minha princesa, não há palavras que definam essa nossa cumplicidade. Ter você na minha vida me faz ser quem sou, assim, simples, inteira, imperfeita, mas completa!

Amo infinitas vezes maior que o sol!

Stella Verçosa

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Eu e Christine em um dia qualquer

Fora de moda

sexta-feira, 25 de março de 2011 by Stella

Sonhei com uma vida fora de moda.
Com sentimentos a flor da pele, amor contagiante e desejos intensos.
Encontrei você e muito mais: encontrei um amor sem medo, sem dúvidas e cheio de sonhos.
Com você encontrei histórias e surpresas. Romantismo e companheirismo.
Encontrei poesia, música, rítmo, rima.
E hoje, ouvindo essa música eu lembrei o quanto eu gosto de ser pra você.
E não entendo por que as vezes a gente esquece de sorrir juntos.
É tão simples.
Basta continuar sendo sempre.
Sempre pra você e sempre fora de moda.
Quero ser sua alma, fazer parte do seu corpo, ser o cheiro e o toque da sua pele.
Quero ser aquele beijo, perfeito e interminável.
Quero ser carinho, aconchego, proteção.
Quero ser simplicidade, suavidade, paciência e sutileza.
Quero ser seu amanhã, seu depois e toda essa continuidade.
Quero ser friozinho na barriga e arritmia no coração, e toda essa intensidade.
Quero ser seu sorriso, fazer parte das suas alegrias, e dar gargalhadas memoráveis.
Quero ser seu brilho nos olhos e sua inexplicável admiração.
Quero ser seu silêncio, sua música preferida, o sussurro mais alto na multidão.
Quero ser suas piadas bobas, seu humor impagável e toda sua naturalidade.
Quero ser seu desejo, sua temperatura, e toda essa nossa química.
Então vou continuar sendo sempre, sempre pra você.
E sempre fora de moda.

Stella Verçosa

Pra você

Eu que não curto música sertaneja, me rendi a essa letra.

Não importa

sexta-feira, 18 de março de 2011 by Stella

Hoje acordei tão feliz, e com os olhos tão brilhantes, que nem sei explicar…
Uma sensação boa, que apesar de todos os dissabores do dia a dia, senti que tudo tem uma solução, e se não tiver, é porque não tem que ser mesmo.
Hoje acordei mais leve, com o amor transbordando dos meus poros, amor puro, pleno, que se entrega sem pensar…
Hoje acordei tão viva, tão cheia de vida, que sei que mesmo que o mundo despenque eu vou sobreviver.
Hoje acordei tão forte, que sei, que meu dia será lindo, porque eu irei construí-lo passo a passo, e eu não aceito menos que a felicidade!

“Não importa se fizemos isto ou aquilo, o que importa é que temos infinitas possibilidades de escolha.” (Richard Bach)

Stella Verçosa

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Estoque de sentimentos

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 by Stella

Confesso que hoje está complicado de colocar o que estou sentindo aqui dentro de mim em palavras.
As sensações nesse momento da minha vida estão à flor da pele.
Tudo que sinto vem de forma intensa.
Um estoque ilimitado de sentimentos, que já não cabem mais em mim.
Uma vontade de dividir os detalhes, de dividir essa alegria que custa tanto a chegar.
E mostrar ao mundo essa parte que é só nossa.
Mas que hoje é segredo.
Amanhã pode ser que eu grite.
E as palavras urgentes já não terão mais importância.
E o sentir vai preencher mais uma página dessa nossa história.

Stella Verçosa

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Escondido entre um abraço

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 by Stella

Todo abraço de verdade guarda um silêncio.
Um silêncio infinito.
Um instante, uma felicidade à toa.
Um sentir, sem pensar, sem tentar entender.
Um sentir descompromissado.
Sabe falar, sabe calar.
Esconde palavras que não precisam ser ditas.
Guarda segredos.
É cúmplice da dor.
Não tem ponto final, às vezes reticências, outras vezes exclamação!
Abre novas perspectivas.
Divide histórias e afetos desmedidos.
Vai bem além do que os olhos vêem.
Não pede explicação.
Abraços sem motivos, espontâneos, realmente salvam.
São pequenos milagres diários.
Acontecem assim: sem que a gente nem note.
E é assim, como as coisas importantes devem acontecer.

Stella Verçosa

“Free Hugs” é um movimento que se espalhou por todo o mundo, uma história que inspira e traz alegria às pessoas por meio de um “simples” abraço. Vale a pena conferir o vídeo!
Free Hugs

Só nas entrelinhas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 by Stella

Não, definitivamente não sou essa abreviação que as pessoas costumam achar.
Não sou simplesmente comum, sorridente e educada.
E mesmo que eu passe a todo instante a impressão que está tudo bem, nem de longe sou tão resumida assim.
Não me peça pra explicar os meus medos.
Não me peça pra te contar minhas dores.
Não pense que vou quebrar meus silêncios.
Eu prefiro ser percebida.
Eu só me exponho nas entrelinhas.
E por detrás dos asteriscos da vida, há um tanto de mim.
Um tanto frágil, que quer trazer o futuro pra mais perto…
E saber se o que tanto desejo, enfim estará lá, me esperando.
Tenho uma incontrolável pressa dentro de mim.
E quanto mais me alimento de certezas, mais frágil me torno.
É difícil explicar, quando ninguém vê, quando ninguém percebe.
E meus dias seguem assim.
Mas talvez só hoje.
Amanhã já não mais.

“Mas já se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.” (Clarice Lispector)

Stella Verçosa

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Saber viver

sexta-feira, 5 de novembro de 2010 by Stella

De vez em quando penso que ser feliz é uma arte, saber viver bem e feliz requer muita dose de trabalho e vontade e nem sempre é possível. Nós acordamos e vemos o mundo de uma maneira um dia, no outro ele está completamente diferente. Mas tem pessoas que conseguem enxergar as coisas como elas realmente são, e que tudo passa, e que temos força suficiente pra ser feliz e correr atrás dos nossos sonhos, e não desistir nunca… Pessoas assim fazem a gente perceber a nossa finitude, e que cada momento, cada instante, cada sorriso valem ainda mais.

Esse texto é de uma pessoa assim, que conheci a pouco tempo, mas que passei a admirar muito. Ele escreve no blog Ativar os Sentidos.

A Vida sobre Rodas
Por Edvando Junior

Viver sobre rodas, amar sobre rodas, estudar e trabalhar sobre rodas. Sensação de aventura, vento batendo no rosto, quase um pássaro voando livre pelo ar. É assim que eu me sinto.

Eu poderia ser um aventureiro montado numa Harley-Davidson cortando a BR-101 e ouvindo “Infinita Highway” dos Engenheiros do Hawaii no meu Ipod. Talvez um skatista disputando campeonatos mundo a fora ou quem sabe um ciclista competindo no Ironman. Também poderia ser um piloto de fórmula 1 acelerando a 300 por hora. Minha mãe que me perdoe, mais o que eu queria mesmo era saltar de pára-quedas e voar.

Mas aquilo que seria uma moto, um skate, uma bicicleta ou um carro de fórmula 1, na verdade é uma cadeira de rodas. Meu possante mais radical, toda feita em alumínio com pintura epóxi, dobrável em duplo X e totalmente desmontável. Pneu frontal inflável, tração manual nas quatro rodas, dois rodões na traseira com 40 libras cada um, aro 26 e amortecedores a prova de impacto. Um equipamento pronto para auxiliar nas competições em prol da vida.

Aos sete anos de idade parei de andar e fui apresentado a esse poderoso veiculo de quatro rodas. No início não foi fácil bateu insegurança, medo, insatisfação e até um pouco de culpa. Com o passar do tempo o amor da família e a ajuda dos amigos me encheram de coragem e força interior, vivi coisas que jamais imaginei viver com meu pequeno possante. Muitos duvidaram, até eu tinha lá minhas duvidas, mesmo assim fui adiante. Estudei, trabalhei, me formei, superei limites, preconceitos e obstáculos aparentemente intransponíveis.

Hoje sei que a deficiência é apenas mais uma barreira que devemos atravessar, um processo de readaptação a uma nova realidade. Enquanto muitos vivem numa redoma de ilusão maquiando suas vidas para esconder defeitos, outros procuram viver em paz consigo mesmo. Se você está passando por dificuldades. Tenha certeza de que muitas vezes chegaremos a vitória e subiremos ao pódio e outras tantas amargaremos derrotas. Pois o verdadeiro campeão é aquele que aprende com seus erros e adquire experiência para que as próximas vitórias sejam mais consistentes, recompensadoras e com um sabor todo especial.

Como os grandes pilotos apaixonados por velocidade e aventura, sigo competindo em prol da vida e me reconstruindo a cada momento.

Viver é uma dádiva, mas também é um desafio constante.

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Ilustração de Chris Boari

Metades de mim

sábado, 11 de setembro de 2010 by Stella

Tenho andado tão plural.
Como diz Martha Medeiros: ¨São tantas mulheres em uma só¨.
Uma parte de mim quer conquistar o mundo, mas a outra insiste em fazer bolinho de chuva e assistir seção da tarde em plena quarta-feira com minha filha.
Sentimentos antagônicos.
Tenho tentado equilibrar isso há uma década, mas a cada dia me sinto incompleta.
Como se tivesse duas meias vidas ao invés de uma inteira.
Como se só vivesse os bons momentos nos intervalos.
Como se só pudessem encontrar fragmentos de mim em cada lugar que eu esteja.
É tão difícil mudar o fluxo das nossas vidas.
Tenho me surpreendido muito e duvidado das minhas próprias decisões.
Hesito, sigo, volto, repenso.
Preciso experimentar novas trilhas, tão minhas como as de hoje.
Devia seguir um novo roteiro.
Mas acho que dessa vez vou improvisar.

Stella Verçosa

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“Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio…

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade…

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo…

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão…

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei…

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço…

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção…

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade… também”.

(Oswaldo Montenegro)

Beijos Azuis

quarta-feira, 11 de agosto de 2010 by Stella

Alguém de palavras “indisíveis” e frases soltas.
De poemas e rimas. De cartas curtas. Alguém de sonhos. Amores. Ideias. Sorriso fácil e brilho nos olhos.
Que ri e chora com a mesma leveza.
Alguém com uma força inacreditável, mas com uma fragilidade só vista nas entrelinhas do seu coração.
Transparência. Cumplicidade. E busca constante de equilíbrio.
Pode ser que pareça louca, com tantas palavras esquisitas, com tantas vontades infinitas.
Dislexa, “disbagunçada”, “disfotogênica”… Seu vocabulário é exclusivo.
Um pouco fora de moda eu diria, por sentir com tamanha intensidade.
Com ela não tem jogos ou meias verdades, ela é dona de sua própria verdade.
Alguém que definitivamente não usa máscaras. Avessa a mil coisas, mas que deseja que tudo seja mais simples e sincero.
Que encontra, desencontra e reencontra amigos milhares de vezes, mas nunca deixa de acreditar nas pessoas.
Alguém que vive perdida no trânsito, mas que já encontrou o seu norte.
Que quer um trio de filhos pulando na cama, mas não acredita em felicidades fáceis que pulam em sua frente.
Dentro dela não ficam portas entreabertas, mas uma porta leva a outra, que leva a outra, e outra e outra.
Impossível definí-la.
Há um pouco dela em cada texto de seu blog, mas há um pouco dela no labirinto do seu silêncio, da sua introspecção.
Tem uma alma dissidente e plural, mas enxerga além do que é visível.
Constrói sua história com essência e não faz-de-conta.
Alguém que extravasa, que esparrama, que contagia… porque há nela uma inexorável opção pela felicidade, que independe do cenário ou das circunstâncias.
Alguém que descreve a vida de um jeito simples, como se fosse fácil.
Ela que sabe do que gosta, do que não gosta, em que acredita e o que busca.
Ela é assim… Mas só é para quem a sabe.
Beijos azuis para você!

Stella Verçosa

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Eu cresci

terça-feira, 6 de julho de 2010 by Stella

Em que momento será que eu cresci?
Quando foi que eu saí do banco de trás e passei a dirigir minha própria vida?
Quando foi que eu deixei de usar maria chiquinha?
Crescer me faz perceber que sou uma eterna aprendiz da vida, que a cada dia descubro um sentimento novo, desvendo meus próprios mistérios, questiono meu eterno antagonismo.
Eu cresci! Aprendi que um longo abraço resolve qualquer mal entendido, que o silêncio é a melhor reflexão, que um sorriso é o melhor alimento da alma, que o cheirinho da minha filha é o maior tesouro que eu devo preservar. Aprendi que amigos sinceros, apesar de raros, ainda existem. Que o tempo dos nossos pais ao nosso lado é menor do que necessitamos para aprender sobre a vida, que beijo sincero tem valor intangível, que olhar nos olhos e conseguir enxergar o que outro está sentindo é uma experiência inexplicável. Que fazer o que se gosta é libertador.
Eu cresci e aprendi a não viver mais no singular. Aprendi que almoço no plural é mais saboroso. Assistir filme no plural é mais divertido. Conquistas no plural tem muito mais gostinho de vitória.
Aprendi que sucesso depende de fé, dedicação, amor e carinho e não somente da nossa experiência.
E que o meu sucesso pode não ter a menor graça pra você, e pode não fazer o menor sentido pra quem vê de fora.
É eu cresci, mas ainda quero a vida cheia de algodão doce, brigadeiro e cartinhas enfeitadas com corações e estrelinhas.
Eu cresci sim, mas hoje me deu uma vontade imensa de usar maria chiquinha.

Stella Verçosa

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Eu e minha irmã clicadas pelo meu pai em 1981

Fotografias são para se sentir

sexta-feira, 23 de abril de 2010 by Stella

A fotografia é testemunha de um momento.
É testemunha da nossa vida. Da nossa história.
Por isso foram feitas pra se sentir.
Porque sentir é verdadeiro, sincero.
Sentir é traduzir o momento.
É lembrar um cheiro, um beijo um sabor.
É recordar um tempo, um abraço, um sorriso.
É ouvir a voz, é ver a beleza simples e profunda.
É ver o mundo inexplicável e louco.
É olhar o passado de uma forma bem diferente da convencional.
Apenas uma foto e muitas sensações incomparáveis.
É bom sentir que mais alguém fez parte da nossa vida além de nós mesmos.

Stella Verçosa

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“O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz

E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz”

(Música Fotografia – Leoni)

Reinventando

terça-feira, 2 de março de 2010 by Stella

Tem dias que a gente está incrivelmente complexa.
Tenho acordado tão cansada das mesmas coisas, tão repetidas, tão iguais.
Queria pegar uma estrada. Sem rumo. Queria viajar. Ir pra longe, longe ficar. Novas paisagens, um novo pôr-do-sol, em novas gotas de chuva me molhar.
Hoje eu queria vento no rosto, abraçar a liberdade sem medo de ser feliz.
Essa mesmice me sufoca. Tenho me sentido tão volúvel.
Preciso de uma nova paixão. Não, não é esse tipo de paixão. Meu coração está completo e transborda amor e sei que é correspondido.
Mas preciso me apaixonar por algo que me faça sair dessa inércia, que me movimente, que me faça levantar inspirada todos os dias.
Preciso de um novo sonho.
Preciso constantemente me reinventar.
Mudar o eixo me traz novas perspactivas.
Mudar o compasso me faz criativa.
Preciso sair do personagem e me olhar com amplitude, como se eu mesma fosse outra pessoa.
Preciso me reanalisar, para chegar a algumas conclusões que vivendo o personagem da vida não consigo chegar.

“Os velhos sonhos eram bons sonhos.
Não foram realizados, mas foi bom tê-los.”

Stella Verçosa

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Definições para a vida

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 by Stella

Sempre tentei encontrar definições para minha vida. Qual meu lugar, qual meu papel? O que devo ser? Como devo me comportar? Será que quero isso pra sempre?
Hoje, chego a conclusão que a vida não tem definição alguma. Ela é tão transitória que qualquer definição seria precipitada. Sei quem eu sou, sei o que faço e sei o que quero, mas não sei até quando.
Confuso isso? Nem tanto. Prefiro ser flexível do que me agarrar a dezenas de verdades inabaláveis. É preciso flexibilidade para viver, conviver e evoluir. É preciso flexibilidade para aprender, aceitar e mudar quando for preciso. É preciso flexibilidade para explorar o mundo e acompanhar seu ritmo.
A vida é assim… todo o buscador tem que enfrentar uma terra desconhecida… a terra de si mesmo. E é preciso flexibilidade pra se descobrir todos os dias.

“Ninguém conhece os mistérios da vida, nem seu significado definitivo, mas, para aqueles que desejarem acreditar em seus sonhos e em si mesmos, a vida é uma dádiva preciosa.”

Stella Verçosa

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Bodas

sexta-feira, 3 de abril de 2009 by Stella

Acho que nunca soube definir o que seria o amor, se é que existe alguma definição para isso, mas só sei que ele nos transforma em alguém que antes a gente mesmo não conhecia. E esse processo é tão bom, um turbilhão de emoções, uma mistura de ritmos. Mas com muita sintonia e muito compasso.
Você me faz florir todos os dias. Como os girassóis… sempre procurei meu sol… Aquele que esquenta e faz girar… girar para o lado mais bonito, pra só contemplar a luz e o belo. Você é meu sol!
Posso dizer que ao seu lado tenho experimentado fortes dozes de tudo… De paixão, medo, felicidade, desejo, cumplicidade, diversão, mas principalmente de amor… Nos seus olhos vejo o universo e percebo que estamos unidos por muito mais do que posso ver… por muito mais do que posso imaginar.
Se a gente olha pra trás e faz uma retrospectiva dos nossos últimos anos, a gente consegue ver quantas coisas boas, bonitas e deliciosas vivemos juntos. E hoje, quero estar do seu lado, te dando todo o meu amor, mil beijinhos, afagos, cheirinhos, abraços. Seu perfurme ainda está em mim, ele impregna meu ser, meus sentidos… Todos esses anos tem sido de tanta alegria, que só posso agradecer em meu íntimo essa companhia sua maravilhosa.
Eu te desejo… toda a felicidade que possa existir, todo o amor, toda a alegria de viver, toda a saúde do corpo e da alma, te desejo, todos os sonhos realizar… Todo o sucesso e equilíbrio! É difícil expressar o que sinto por você. Porque a cada dia eu aprendo a te querer mais e mais… É difícil tentar expressar o que você representa para a minha vida porque a cada dia encontro em mim um novo espaço ocupado por você. Hoje eu quero agradecer e celebrar. Agradecer por um dia ter te conhecido. Porque um dia, tivemos a coragem e nos permitimos o abraço, o toque, o olhar, o pegar nas mãos e o primeiro beijo. Com você eu pude me descobrir e te ajudar a se descobrir também. Crescemos juntos. Agradecer por continuar ouvindo e sabendo que é verdade, porque é sempre bom ouvir, que você me ama. E vou continuar a agradecer por cada dia a mais que estivermos juntos.
Sim, nos pertencemos, eternamente hoje, nesse momento, nesse instante, sei que pra vida toda. Tenho certeza que eu vou te amar todos os dias, um dia de cada vez.

“Ninguém, nem nenhuma lei obriga ninguém a ficar junto por mais tempo do que o amor consegue fazê-lo”. (Brena Braz)

Stella Verçosa

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Qualquer dia deve ser dia 12

segunda-feira, 16 de junho de 2008 by Stella

Te pertenço além do tempo, além dos sonhos, e muito além do real…
Sou tua…não importa aonde estou, aonde vou, ou mesmo se vou…
Somos verdadeiros amantes de alma,
Nada existe… Nada importa… Somente nossos momentos…
Sou sua pelo que sinto por você…
Sou sua porque me vejo no seu olhar…
Sou sua pelo prazer que sinto quando estou com você…
Sou menina e mulher… Sou sonho e realidade… Sou tristeza e alegria…Sou tímida e extrapolada, delicada e atrevida…
Sou igual a tantas outras, perfeita e imperfeita,
Mas quando me toca, me beija, me deseja,
Quando suas mãos modelam meu corpo com maestria
Nesse instante, me transformo, largo os escudos, deixo minha essência brotar
Não preciso mais ser definida como uma ou outra, sou apenas eu…
E você é o único capaz de me ver assim, totalmente nua, de alma transparente…
Só você meu amor, meu homem, meu amigo, meu tudo…
Dizer que te admiro e gosto de você é muito pouco,
Nosso amor já está escrito no infinito

Stella Verçosa

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Momentos para eternizar

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 by Stella

Palavras mágicas estão me faltando essa manhã. Suas palavras mágicas. Seus suspiros. Seus incontáveis elogios. Conto minha história ao vento, mas em resposta só o silêncio. Ele não alimenta minha alma. Pensei em como é simples isso pra você. Como você faz isso de forma natural. Tenho mania de refletir e pensar nas coisas que para mim são importantes, sinto falta de dizer o quanto você é importante, quero dizer isso todos os dias, antes que seja tarde, antes que eu não esteja mais aqui. Antes que nada que se diga importe mais, quero que saiba disso toda sua vida.
No começo do ano a gente sempre pensa nos planos e faz mil promessas. Pensa nas coisas que não deveríamos ter feito e prometemos não fazê-las mais. Pensamos tanto, nos culpamos e sempre trazemos em nossa bagagem de “férias” uma enorme quantidade de esperança.
Lí em algum lugar sobro o filme “Depois da vida”, (entrou na lista pra eu assistir), fala sobre como vemos os pedacinhos de felicidade do nosso dia-a-dia.
Esse ano resolvi trazer comigo os momentos que gostaria de eternizar, aqueles únicos, aqueles que causaram tanta emoção que só de lembrar, meus olhos se enchem e não consigo conter as lágrimas.
Aqueles que ficaram eternamente marcados no meu coração e na minha alma. Que fazem parte do que sou hoje. Nos que eu vou levar pra toda a vida e muito além dela! E eles são tantos! Afinal minha vida sempre foi feita de momentos.

Listo os meus e depois pergunto: Quais são os 3 momentos da sua vida que gostaria de eternizar?

1. Quando descobri que sua essência já faz parte da minha. Quero te encontrar sempre meu amor, envolto em sua essência. Quero te olhar de perto, quero te sentir de longe. Quero acreditar que nunca deixará que ela vá embora. Quero que a deixe transparecer para a vida toda, pra todos que te cercam, pra todos que te amam. Faça sua essência linda iluminar o mundo, e ele será sempre melhor. Ele será sempre mais divertido, só por causa do seu sorriso. Sim, começaria tudo outra vez, e não me arrependo de como está sendo, pois foi assim que aprendi, foi assim que você lapidou minha alma.

2. Cada sorriso, cada palavra, cada olhar, cada gesto da minha princesinha, que me prova todos os dias, com toda essa sua sabedoria infantil e todo esse jeitinho inteligente e inocente com que descobre o mundo, que quantidade e qualidade são diferentes.

3. O abraço, o carinho, a dedicação, a entrega e todos os sacrifícios que meus pais fizeram pra que eu me tornasse quem eu sou. Seus exemplos seguirão por toda minha vida.

Puxa 3 é muito pouco, poderia passar dias listando meus momentos eternos… com irmãos… com amigos… como não eternizar vocês? Vou precisar de uma malinha extra…

E você? Consegue listar apenas 3?

Stella Verçosa

abra  o eterno

Eterno
Catedral

Vento vem trazer
Boas novas para mim
Vento vem soprar
Tudo que é ruim
Vento vem mostrar
Como eu devo sonhar
Vento vem dizer
Como alcançar

Ao amor de alguém muito especial
Que dá cores ao vento
Que faz nascer o sol
Esse amor é capaz de mudar o mundo
Muda o sentido, faz nascer de novo

Eterno
Nosso sonho é eterno
Nosso amor é eterno
Nosso elo é eterno…

Eu acredito e você?

terça-feira, 25 de setembro de 2007 by Stella

Eu acredito que existem coisas que valem a pena acreditar.

Eu acredito em poesias perfeitas, escritas com o coração.
Eu acredito em beleza, encanto, inspiração.
Eu acredito em simplicidade, entrega, naturalidade.
Eu acredito em cumplicidade.
Eu acredito na força do tempo.
Eu acredito que todos erram, mas acredito mais ainda no perdão.
Eu acredito em presentes, oportunidades e recomeços.
Eu acredito que as pessoas podem acertar de primeira, mas também acredito em uma segunda tentativa e até em uma última chance.
Eu acredito em palavras e em lembranças.
Eu acredito em encontro, carinho, afago, aconchego, colo e compreensão.
Eu acredito na segurança que dá caminhar de mãos dadas.
Eu acredito em histórias, surpresas, jantarzinhos a dois e flores ao amanhecer.
Eu acredito em romantismo e em beijos intermináveis.
Eu acredito em suspiros, brilho no olhar, friozinho na barriga e arritmia no coração.
Eu acredito que existe alguém que complete exatamente o que falta no outro e que, certamente, o outro completará a parte que essa pessoa busca.
Eu acredito em manhãs de sol, tardes de flores e noites de lua cheia.
Eu acredito em estrela cadente.
Eu acredito em Papai Noel, coelhinho da páscoa, fadas e no São Longuinho.
Eu não devia, mas muitas vezes acredito na Lei de Murph.
Eu acredito que as crianças são os seres mais verdadeiros do mundo.
Eu acredito que dentro de nós há sempre uma criança.
Eu acredito em sorrisos, alegrias, gargalhadas, diversão.
Eu acredito nas lágrimas de dor, de saudade, de tristeza, de alegria e de emoção.
Eu acredito que alguns minutos de choro lavam a alma e aliviam o coração.
Eu acredito em fotografias, letras de músicas e filmes. Acredito que há sempre uma linda história por trás de tudo isso.
Eu acredito na entrega, na contemplação, na dedicação e no orgulho.
Eu acredito na paz, no entendimento, na suavidade e na sutileza.
Eu acredito que humor é contagioso (Bom ou mal).
Eu acredito nas pessoas…
Eu acredito que algumas possuem algo mais… E às vezes, a gente confunde com anjos.
Eu acredito em anjos.
Eu acredito em pessoas que existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes.
Eu acredito em pessoas firmes, verdadeiras, transparentes, amigas, sinceras, sensatas, coerentes, corretas.
Eu acredito em pessoas que passam pela nossa vida e deixam sua marca, deixam saudades.
Eu acredito que não é vergonha nenhuma dizer eu não sei.
Eu acredito em sonhos.
Eu acredito que todos os momentos são únicos.
Eu acredito que devemos amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Eu acredito na família, nos amigos. Na semente, nas flores e nos frutos.
Eu acredito na paixão, no tesão.
Eu acredito na paciência e na maturidade.
Eu acredito em sexto sentido, percepção e intuição.
Eu acredito em destinos, encontros e desencontros.
Eu acredito em amor a primeira vista, amor a segunda olhada e amor que vem com o tempo.
Eu acredito em escolhas e caminhos.
Eu acredito em criatividade, ideias e potencial.
Eu acredito que tudo tem um lado positivo.
Eu acredito em coisas planejadas, mas também acredito nas improvisadas.
Eu acredito que o maior portifólio de idéias é a imaginação.
Eu acredito que cada dia é único, cada pessoa é única, e a maneira como sentimos as coisas também é única.
Eu acredito e sempre dou o melhor de mim.
Eu acredito em plantar, cultivar e colher.
Eu acredito que tudo tem seu tempo.
Eu acredito em um mundo melhor, em desenvolvimento sustentável.
Eu acredito na ousadia de querer sempre mais.
Eu acredito na determinação, na motivação, na esperança.
Eu acredito em dias melhores, em novos projetos.
Eu acredito que a iniciativa nos diferencia na multidão.
Eu acredito em disciplina e foco.
Eu acredito que qualquer um pode ensinar e que com qualquer um podemos aprender.
Eu acredito que algumas coisas são inexplicáveis.
Eu acredito que muitas coisas são imutáveis, mas que sempre arrumamos uma maneira de adaptá-las a nossa vida.
Eu acredito na natureza, na beleza das borboletas, no perfume das flores, na suavidade do vôo dos pássaros.
Eu acredito que há sempre uma razão para tudo.
Eu acredito no amor e que sem ele nada vale a pena.

Stella Verçosa

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“O essencial é invisível para os olhos”

sexta-feira, 3 de agosto de 2007 by Stella

O Entrando em Cen@ está completando 1 ano, e percebo que não escrevi metade dos textos que imaginei. Mas cada um deles foi importante e me trouxe novos amigos.
Engraçado, quantas vidas passam pela nossa vida sem que a gente saiba a diferença que fizeram para nós. Com tantas facilidades de comunicação, orkut, chat e até mesmo blog, temos pressa, necessidade de “conhecer” pessoas, de aumentar nossos relacionamentos. Deixamos de ser únicos, pra sermos números. Eu quero mais do que isso. Quero conhecer pessoas em sua essência, quero sentí-las. Difícil fazer amigos de uma maneira tão sem contato, sabe aquela coisa de ver, de abraçar. Mas, fiz amigos através do blog. A diferença dos chats e do orkut? A diferença é a essência que emana de cada palavra que as pessoas escrevem, porque escrevem com o coração. E aí consigo sentí-las, consigo saber o que aquele coraçãozinho lá de longe está sentindo, descubro as afinidades em comum. São pequenos detalhes que diferenciam uma “flor” da outra. E assim a gente vai escolhendo com quem quer partilhar as alegrias, os desafios, as lágrimas e os sonhos, separando pessoas essenciais das triviais.

Stella Verçosa

A todos os amigos que cativei e que me cativaram, deixo um trecho da minha leitura preferida: O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry.

“E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. –
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
-O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar”.

Pequeno 20principe

Nova Versão 3.0

sexta-feira, 6 de julho de 2007 by Stella

Quando eu tinha meus 12 anos, imaginava que aos trinta eu seria uma empresária super bem sucessida, como aquelas de novela, trabalharia meio período e no outro teria tempo de sobra pra levar meu casal de filhos para ballet, natação, judô, inglês, ginástica olímpica, equitação, música, e todos os cursos disponíveis. Enquanto isso eu iria me dedicar ao meu maior sonho: trabalhar com projetos sociais.

Agora estou eu aqui chegando aos meus 3.0, não sou nenhuma empresária, nem tenho pretensão de ser, pelo menos por enquanto. Ainda não posso me dar ao luxo de trabalhar meio período, minha única filha faz um monte desses cursos, mas no pacote da escola, então não preciso levá-la de um lado pra outro. Os projetos sociais continuam em pauta. E eu? Eu sou feliz. Desse jeitinho.

Descobri que não adianta querer voltar no tempo, não podemos terminar as coisas que ficaram inacabadas, nem fazer coisas que deveríamos ter feito e por alguma razão, ou mesmo pela opção do momento não fizemos. Já sofri muito por isso, mas hoje recordo as coisas boas de meu passado e sei que as coisas ruins são irrelevantes, porque foram frutos de inexperiência, ou de formas radicais de pensar e agir. O tempo não nos dá essa chance, de voltarmos e consertarmos o que deu errado, e ainda bem que não, porque foi assim que aprendemos, foi assim que crescemos. Foi assim que nos preparamos para sermos o que somos hoje. Mas ele nos apresenta algo muito melhor: podemos começar de novo, todos os dias.

Grilos e neuras passam longe da minha cabeça, estou na minha melhor fase. Hoje posso dizer com toda certeza que os últimos anos foram como um divisor de águas, um marcador de duas fases da minha vida.
A 1ª fase em que eu era uma lagarta, trancadinha em meu casulo, esperando a hora certa chegar. Esperando o meu momento de sair… Hoje essa lagarta se transformou… e transformações sempre são positivas, apesar de muitas vezes doloridas. Hoje me sinto uma borboleta… linda… leve… vôo para onde meus instintos me levam… sempre buscando o caminho da paz e da felicidade. Se novas transformações precisarem ser feitas, se assim acontecer, terei equilíbrio para parar…. me transformar de novo e seguir a vida.

Não trocaria meus 30 de hoje pelos meus 20 de ontem. Estou muito melhor assim, alguém duvida?

Stella Verçosa

vers  o3.0 1

Esse texto peguei emprestado em minha homenagem!
Muito bom e com os devidos créditos para Fernanda do Blog Vida de Solteira

“Se aos 20 anos você soubesse o que significa chegar aos 30, na certa não se preocuparia tanto com a idéia de mudar de década. Acredite: é nessa fase que a vida nos reserva um bocado de prazeres, como estes aqui!
Essa é a idade da determinação: sabemos o que queremos, como queremos e quando.
Ouvir um não – ou dois, ou três… – deixou de ser motivo de frustração. Agora, conhecemos o caminho das pedras para transformá-lo numa infinidade de sins!
Aos 30, descobrimos que nossa mãe é a pessoa em quem mais podemos confiar – e morremos de culpa de ter brigado tanto com ela.
As visitas ao ginecologista agora são pura rotina. E manter a TPM sob controle com pelo menos duas técnicas infalíveis não é mais segredo.
A lista do que importa de verdade diminui. E o melhor: nos descobrimos no topo dela!
Depois de sobreviver às espinhas, ao excesso de autocrítica e às dietas da moda, finalmente acertamos o corte de cabelo, o perfume, o personal trainer… E estamos mais bonitas do que nunca. Viva o espelho!
Para uma mulher de 30, a cama é um paraíso. E passar a noite em claro só se for por uma boa causa.
Quando uma amiga mais jovem começa a chorar as pitangas por causa de um relacionamento que não deu certo, falamos com a sabedoria de uma monja tibetana: “Esse homem não te merece” ou “Você se livrou de uma fria…”
Quer coisa melhor do que ser a dona do próprio nariz? Inclusive para aperfeiçoá-lo com uma cirurgia plástica, se preciso.
O que não falta é tempo para trocar a administração pela biologia, a engenharia pela educação física, o direito pela veterinária. Com a vantagem de termos maturidade suficiente para fazer a escolha que melhor combina com o coração e a conta bancária.
Aos 30, a mulher está na idade-símbolo da emancipação feminina. Mas nem pensa em queimar sutiãs, principalmente os que levantam os seios, aumentam, aproximam…
O tempo gasto em frente ao espelho caiu drasticamente… passou de três para duas horas.
Cá entre nós, nessa fase freqüentamos os sonhos dos homens de 20 e somos desejadas pelos de 40, 50, 60…
Se alguém elogia a cor do cabelo, respondemos com total naturalidade que o castanho 6.2 é de nascença. E que o tonalizante só é usado de vez em quando, para dar brilho.
Fast food já não ocupa 80% do nosso cardápio. Agora, sabemos até preparar um ou outro prato afrodisíaco para o namorado na maior categoria.
O seguro do carro é mais barato do que quando se tem 20.
Ninguém domina melhor todos aqueles truques para ficar bonita instantaneamente, incluindo a chapinha, o rímel preto, o batom cor de boca, do que uma mulher de 30.
Já tivemos tempo para comprovar que tamanho não é documento. E aprender a analisar o documento discretamente antes de liberar o embarque.
As estrelas da tevê não são mais motivo de inveja. Sabemos que alguns meses de academia, uma dieta equilibrada e um bom cabeleireiro podem nos deixar com a auto-estima lá em cima – e com jeito de quem passou por um Banho de NOVA.
Paramos de fingir que não damos bola para o que os outros pensam. E começamos realmente a não ligar mesmo para a torcida.
O salário já deu uma esticada e podemos gastar, vez ou outra, metade dele em roupas, sapatos, cosméticos… Sem dar satisfação a ninguém!
Entendemos todas as piadas do filme O Diário de Bridget Jones e do seriado Sex and the City.
Viramos mulheres de respeito no trabalho, dentro de casa, diante dos parentes e dos amigos. E estamos na mira das empresas para assumir cargos importantes, até mesmo de chefia.
Aos 30, temos o gostinho de viajar dirigindo o próprio carro – comprado com o próprio dinheiro.
Os micos se tornaram momentos memoráveis, daqueles que relembramos nos encontros com as amigas: um acampamento na chuva, um salto de sapato quebrado, a falta de carona para voltar pra casa às 3 horas da manhã…
Pedir permissão para deitar e rolar com o namorado? Nunca mais!
Escolhemos mais do que somos escolhidas. Seja emprego, amigos ou namorados.
Nosso fôlego resiste bem a um dia de limpeza nos armários, ao trabalho no escritório, à malhação no fim de tarde e à balada noturna. E até a uma prorrogação com o gato.
Disputar roupas com a irmã virou coisa do passado. Agora, pedimos emprestado.
Brigar com garra pelos próprios direitos se tornou um hábito. E conseguir mais da vida também.
Não temos mais pavor de criar um filho. Mas, se quisermos, temos ainda anos pela frente para pensar a respeito da maternidade.
Depois de tentar transformar em príncipe uma coleção de sapos, descobrimos que o homem certo muitas vezes está bem ao nosso lado. E tem tudo para se transformar em um namorado dos sonhos.
Um corte de cabelo desastroso é driblado com sucesso. E o cabeleireiro é avisado em alto e bom som que não pretendemos voltar lá tão cedo.
Assumir que mulher também gosta de variedade não é mais problema. E hoje deixamos claro: valorizamos – e fazemos – sexo com qualidade total.
Nosso radar para as cantadas furadas começa a funcionar à perfeição. E dá para mandar embora aquele sujeito que não tinha mesmo o menor futuro.
Qualquer papel cai bem para a gente: o de filha, o de mãe, o de casada, o de solteira, o de amante, o de amiga…
Vencemos o medo de chegar a uma festa com um modelito completamente diferente do usado pelas outras. Agora, torcemos para não dar de cara com uma fulana com o mesmo vestido…
Temos uma década inteira para nos acostumar com a idéia de chegar aos 40 feliz da vida!”

Apaixone-se pela vida

domingo, 10 de junho de 2007 by Stella

O verdadeiro sentido e a verdadeira motivação para a vida é a paixão.
Estar apaixonada e me apaixonar a cada dia.
Hoje eu afirmo com toda a certeza que ninguém deveria passar a vida sem ter uma grande paixão. E não estou falando só no sentido de relacionamentos. Ter uma paixão é ter algo ou alguém que alimente a vida, que traga esperança, que motive a lutar, que muitas vezes faça perder o juízo, mas que sempre traga prazer. É ter com que sonhar. Algo que motive a levantar dia após dia com o sorriso nos lábios e com o brilho no olhar. Algo que empolgue. É refletir em seus olhos e em suas ações emoção pelo que está realizando.

E a vida oferece tantas oportunidades. Pode ser uma música, um livro, uma viagem, uma criança, um alguém. O melhor nisso tudo é que podemos ter uma ou várias paixões, e elas podem mudar também. Hoje minha paixão é escrever, mas amanhã pode ser dançar e depois pode ser apenas ver o sorriso de alguém que quero bem.

Paixão se mistura com sonho. Sonho é algo que nos faz rir, chorar, fazer planos e nos emocionam até a alma. Paixão é sentir o coração disparar quando pensamos ou lembramos de algo. É ir dormir e acordar pensando nisso. É colocar tanta emoção naquilo que se faz, a ponto de inspirar outras pessoas.

Mas é difícil identificar uma verdadeira paixão. A maioria das pessoas faz por hobby, pois vivem em constante conflito entre razão e emoção. Mas um dia ela aparece, e não existe uma fórmula para fazer com que as coisas aconteçam, o importante é ir fazendo tudo com muita paixão e, de alguma forma, as coisas acabam acontecendo.

As pessoas que fazem sempre o que tem que ser feito, continuarão sempre no mesmo lugar. Mas as pessoas que fazem com paixão podem mudar o universo. “As maiores oportunidades da vida sempre escolhem a porta das pessoas apaixonadas pelo que fazem para ali entrarem e permanecerem” (Cesar Romão).

Apaixone-se pela vida e ela se apaixonará por você.

Stella Verçosa

borboleta